domingo, 7 de novembro de 2010

Quanto vale ou é por quilo?


Quanto vale ou é por Quilo? desenha um painel de duas épocas aparentemente disitintas, mas, no fundo, semelhantes na manutenção de uma perversa dinâmica sócio- econômica, embalada pela corrupção impune, pela violência e pelas enormes diferenças sociais.
No século XVIII, época da escravidão explicíta, os capitães do mato caçavam negros para vendê-los aos senhores de terra com um único objetivo: o lucro.
Nos dias atuais, o chamado Terceiro Setor explora a miséria, preenchendo a ausência do Estado em atividades assistenciais, que na verdade também são fontes de muito lucro. Com humor afinado e um elenco poucas vezes reunido pelo cinema nacional, Quanto vale ou é por quilo? mostra que o tempo passa mas nada muda. O Brasil é um país permanente de crise de valores.
Nas aulas de sociologia trabalho com este filme na discussão da escravidão contemporânea. Mesmo com a abolição da escravidão, ainda temos o retrato do trabalho infantil, da exploração da miséria, do trabalho escravo, do superfaturamente das Ong's.

Hotel Ruanda

Hote Ruanda é um filme que muito revelador e marcante. Já assistir diversas vezes e nunca me canso de ver . Sinceramente eu adoro. Cada vez que é exibido tenho um olhar diferente, uma outra versão, ele consegue fazer pensar, se sentir culpado, mexer com tudo que pensamos sobre o continente africano. Tudo isso é colocado à prova quando realmente analisamos este filme, mas com um amadurecimento inigualável.

São fatos reais, não divulgados pela mídia de 1994. Poucas pessoas tiveram o interesse de entender o que estava acontecendo com Ruanda, um pequeno país africano. Este filme serve com denúncia. Milhares de pessoas foram mortas vítimas de preconceito, de etnocentrismo e de um Estado ineficiente. São estes pontos que trabalhei nas aulas de sociologia.
Fiz uso deste filme nas salas do 1º e 3º ano com abordagens diferentes. No 1º ano quis que meus alunos entendessem como o etnocentrismo pode ser destruidor, selvagem, cruel. Hotel Ruanda é perfeito para a discussão das diversas formas de preconceito, não somente o racial, que ao meu ver, virou algo banal. O filme trata de um preconceito acobertado, a qual muitas pessoas acreditam que não exista, o preconceito contra à cultura. Etnocentrismo existe sim e não só em Ruanda, ao nosso lado. Quando riem do nosso modo de falar, das nossas vestes, da nossa religião, quando fazem "piadinhas" desnecessárias e altamente destruitivas.
No 3º ano, o centro da discussão era o conceito de Estado, no sentido político e jurídico. A tragédia de Ruanda foi imensamente grave,pois sua estrutura política não era forte, não existia uma soberania e muito menos um governo estável.
Muitas pessoas sofreram com tudo isso, vítimas da mediocridade do ser humano e do sistema político falho e dependente das ditas grandes potências que não abriram seus olhos para esta frágil nação.

Tempos modernos- Charles Chaplin


É um filme de 1936 do cineasta britânico Charles Chaplin. Um verdadeiro clássico. Chaplin tenta sobreviver em uma sociedade industrializada e no meio do mundo moderno.
Trabalhei com este filme em algumas turmas do 2º ano do ensino médio. Filme muito importante para a discussão da sociologia do trabalho.
Tempos modernos, em uma abordagem bastante cômica, trata da exploração do trabalho, a valorização da miséria e a desigualdade social em uma linguagem muito simples e divertida.
Vale a pena conferir esta obra prima do cinema mundial diversas vezes.

A procura da felicidade


O filme " A procura da felicidade" retrata fielmente o papel da família e as maneiras de lutar pela felicidade, de lutar para ter sucesso na vida.
O meu interesse de trabalhar este filme é discutir as duas fases de socialização do indivíduo: a socialização primária e a socialização secundária.
Além de ser um filme interessante do começo ao fim, ele é rico em valores e na preservação da esperança, onde nos identificamos com o personagem Chris Gardner.
Consegui trabalhar também os papéis sociais existentes no filme, mas com auxílio do sociólogo Erving Goffman.
Definitivamente este filme tem muitos argumentos e possibilidades de trabalhar a sociologia no ensino médio, é muito enriquecedor.

Filmes exibidos em sala de aula

Em 2010, exibi muitos filmes em sala de aula. Acredito que a sétima arte é uma ferramenta muito importante para o aprendizado, facilita a compreensão do conteúdo e instiga o senso crítico.

Neste espaço irei colocar as sinopses dos filmes que exibi para os meus alunos. Filmes que adianto que são muito bons.

Final de ano letivo

Praticamente todos os professores estão contando os dias para o final do ano letivo. Eu não sou diferente. Estou com um misto de ansiedade para terminar e entrar de férias logo e um misto de saudades. Esse ano foi razoável. Acredito que melhorei em alguns aspectos mas que continuo pecando em outros. Sociologia uma vez por semana continua sendo o principal obstáculo. É difícil chegar nos alunos com esta carga horária tão insatisfatória.
Este ano também teve muitos contratempos, como copa do mundo, greve dos professores, eleição, a minha dermatite que custou a melhor, mas que não estou 100% livre. Se pensar bem, foram poucos os momentos em sala de aula, isso deixou o trabalho muito mecânico, muito automâtico, até diferente do que consegui em 2009, principalmente na Escola Dr. Américo Marco Antônio.
Foram 2 escolas novas, com seus pontos positivos e pontos negativos. Não são nem as melhores, nem as piores escolas de Osasco. Acredito que consegui muitas coisas neste ano letivo, principalmente consegui amadurecer mais. E todo o amadurecimento vale a pena.

Voltei...até que enfim!!

Pessoas

Decidi atualizar este blog. Há muito tempo tive vontade de fazer isso mas por falta de tempo, falta de inspiração e até mesmo preguiça fui adiado. Não por falta de assunto, pois assunto teve e tem aos montes, mas pq não batia a vontade de escrever no blog, publicar. As minhas ideias ficam apenas na mente ou no papel e isso é errado. Tenho que ter vontade de divulgá-las ao mundo e deixar transparecer tudo que penso, tudo que sou.